Em junho de 2026 um trilheiro morreu ao cair de um trecho exposto do topo; sem experiência em escalada, pare no mirante.
A Pedra do Macaco é um morro de cerca de 246 m no bairro de São José do Imbassaí, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a uns 56 km do centro da capital. A trilha é curta, de 600 a 700 m só de ida, mas íngreme quase o tempo todo; a subida leva de 40 minutos a 1 hora, e o acesso é livre e gratuito. Do mirante a vista alcança a Lagoa de Maricá, o mar e a Pedra de Inoã. O nome vem de um bloco de granito no topo, coroado por duas pedras soltas que lembram um macaco sentado. Esse bloco é o ponto perigoso do passeio: não tem proteção, cerca-se de abismos e exige experiência em escalada. Em junho de 2026, um trilheiro morreu ao cair dali.
Onde fica e como chegar à Pedra do Macaco?
A pedra fica em São José do Imbassaí, bairro de Maricá às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). Não é a mesma montanha que morros de nome parecido na Região Serrana; esta fica entre Niterói e o centro de Maricá.
De carro. Do Rio, atravesse a Ponte Rio–Niterói, siga pela RJ-104 até o km 7,5, em Tribobó (São Gonçalo), e pegue a RJ-106 até o km 22, já em Maricá. Faça o retorno, siga 1,7 km até a referência "O Queijão" e entre à direita na Estrada da Cachoeira. No segundo cruzamento, vire à esquerda na Rua Um e siga cerca de 650 m até avistar a montanha. A rua é estreita e de pedra, mas dá para estacionar. A viagem a partir do Rio leva de 40 a 50 minutos sem trânsito.
De ônibus ou van. Linhas intermunicipais Rio–Maricá param na passarela de São José do Imbassaí, no km 21 da RJ-106. Um guia atualizado em abril de 2026 cita as linhas de ônibus 2146D (saindo do Terminal Castelo) e 2146C (Candelária) e a van 517 (Rio x Maricá). Da passarela, siga pela Estrada da Cachoeira e pela Rua Um: são cerca de 15 minutos a pé. Linhas e tarifas mudam com frequência; confirme antes de sair.
O início da trilha tem uma placa informativa. Depois dela, não há sinalização no percurso.
Como é a trilha da Pedra do Macaco?
São de 600 a 700 m de subida, quase sempre íngreme e em linha reta, por uma trilha estreita na mata. Quase não há trecho plano para descansar, então vale manter um ritmo lento e constante. Macacos às vezes aparecem perto da entrada.
Lance da corda. No meio da subida há uma rocha de poucos metros com uma corda fixa para ajudar. Teste a corda antes de confiar o peso a ela e use os pés na rocha, não só os braços.
Fase final. Por volta dos 40 minutos de caminhada a trilha chega à parte alta. Ali há abismos à direita, escondidos pela vegetação, e é preciso cuidado para não pisar fora do caminho. Para chegar ao topo, atravessa-se uma grande laje de rocha.
Mirante e cume. O alto tem vista de 360 graus: a cidade de Maricá, o próprio bairro de São José do Imbassaí, a Lagoa de Maricá, o oceano, as Ilhas Maricás, a Pedra de Inoã logo à frente e, mais ao longe, a Serra da Tiririca. Seguindo em frente por cima de algumas pedras, chega-se a outro mirante. Na borda fica o bloco que dá nome ao lugar, com as duas pedras empilhadas no alto.
O bloco do cume. Subir no bloco é o que muitos visitantes fazem para tirar foto, e é o trecho mais arriscado do passeio. Guias de trilha descrevem o caminho até o ponto mais alto como "sem caminho fácil", recomendado só para quem tem experiência em montanhismo e escalada, porque ele é cercado de abismos e não tem nenhuma proteção.

Descida. Desça pelo mesmo caminho. A trilha íngreme cansa mais os joelhos na volta, e o lance da corda deve ser feito de frente para a rocha. Com pedras e folhas soltas, a descida pode ser mais escorregadia que a subida.
Quando ir à Pedra do Macaco?
Dá para subir o ano inteiro, mas a melhor época vai de abril a setembro, quando chove menos e o calor dá trégua. Os mirantes ficam totalmente expostos ao sol, e no verão o meio do dia é pesado: prefira sair cedo ou subir no fim da tarde para ver o pôr do sol, levando lanterna para a descida.
O que mais pesa é a rocha. Depois de chuva, o lance da corda, a laje do topo e o bloco do cume ficam escorregadios. Com rocha úmida, especialistas ouvidos pela imprensa após o acidente de 2026 recomendam não avançar além do mirante.
Quais são as regras, taxas e exigências de guia?
Não há portaria, cobrança de entrada, agendamento nem limite de visitantes, e as fontes consultadas não identificam um órgão que faça a gestão da trilha. Isso tem dois lados: o acesso é livre, mas ninguém controla quem sobe, ninguém registra quem desce e não existe manutenção ou sinalização no caminho.
Guia não é obrigatório. Para quem nunca fez trilhas íngremes, ir com alguém que conheça o caminho ajuda a não errar a trilha na parte alta, onde a vegetação esconde as bordas. As regras básicas de qualquer área natural valem aqui: não faça fogo, não deixe lixo, não abra atalhos e não alimente os macacos.
O que levar para a Pedra do Macaco?
- Água: pelo menos 1 litro por pessoa; não há onde reabastecer.
- Tênis com boa aderência, nunca chinelo ou sandália.
- Protetor solar, boné e óculos escuros, porque os mirantes não têm sombra.
- Repelente.
- Lanche leve, frutas e um saco para trazer o lixo de volta.
- Lanterna, se a ideia for ver o pôr do sol.
- Luvas finas ajudam no lance da corda, mas não são indispensáveis.
É seguro subir a Pedra do Macaco?
A trilha até o mirante é segura para quem tem condicionamento básico e anda com cuidado. O perigo está no alto, em especial no bloco rochoso do cume e nas bordas escondidas pela vegetação.
Em 28 de junho de 2026, um domingo, um homem de 44 anos morreu após cair cerca de 150 m de um trecho rochoso perto do topo. Segundo a Agência Estado, ele subia na formação para tirar uma foto quando escorregou; outros veículos relataram que ele descia por um trajeto inadequado, e parte deles o identificou como guia que conduzia um grupo. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h30, e equipes de Maricá e Niterói levaram horas para chegar ao local por causa do terreno íngreme e da mata fechada. O caso foi registrado e investigado pela 82ª DP, de Maricá. Foi a segunda morte em trilhas do município em cerca de duas semanas.
O que isso ensina, na prática:
- O mirante já entrega a vista. O bloco do cume acrescenta pouco à paisagem e muito ao risco. Sem experiência em escalada e sem corda, pare antes dele.
- Foto não vale a borda. Não suba em pedras soltas nem se posicione de costas para o abismo.
- Rocha molhada muda tudo. Com chuva recente, a recomendação é não passar do mirante.
- Fique na trilha. Na parte alta, a vegetação esconde quedas à direita do caminho.
- Não vá sozinho e avise a alguém o horário de volta.
Há sinal de celular com internet na área da trilha, segundo guias locais. Em emergência, ligue 193 (Corpo de Bombeiros) e informe que o acesso é pela Rua Um, a partir da Estrada da Cachoeira, em São José do Imbassaí.

Qual é a origem do nome Pedra do Macaco?
Há duas versões. A mais citada diz que as duas pedras empilhadas sobre o bloco do topo, vistas de baixo, parecem um macaco sentado no alto do morro. A outra conta que macacos viviam na área e costumavam ficar em cima das rochas. As fontes consultadas não documentam quando o nome passou a ser usado.
Do alto, a geografia de Maricá fica clara. A Pedra de Inoã, o maciço de paredões escuros que domina a paisagem, está logo à frente. Atrás dela aparecem a Lagoa de Maricá e o mar, com as Ilhas Maricás na linha do horizonte. Para oeste, o perfil da Serra da Tiririca, protegida por um parque estadual, marca a divisa com Niterói. Abaixo do mirante se abre um vale de pastos cercado de mata atlântica. A altitude do topo aparece como 246 m no OpenStreetMap e em guias de trilha; o registro de GPS de um relato chegou a cerca de 258 m, e algumas reportagens arredondam a altura do morro para 230 m.
O que combina com a Pedra do Macaco?
- Pedra da Gávea: para quem quer uma trilha longa e técnica, com a escalada da Carrasqueira e guia recomendado.
- Pão de Açúcar: trilha do Morro da Urca e escalada: trilha curta e fácil até o Morro da Urca, a uma hora de Maricá.
- Pico da Caledônia: outro mirante de acesso rápido, desta vez acima dos 2.200 m, na Região Serrana.
Fotos


Perguntas frequentes
Onde fica a Pedra do Macaco?
No bairro de São José do Imbassaí, em Maricá (RJ), perto do km 21 da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), a cerca de 56 km do centro do Rio. Não confunda com morros de nome parecido na Região Serrana.
Quanto tempo leva a trilha da Pedra do Macaco?
A subida leva de 40 minutos a 1 hora em cerca de 600 a 700 m de trilha. Com o tempo no topo, a visita inteira fica entre 1h30 e 2 horas.
A trilha da Pedra do Macaco é difícil?
É curta, mas íngreme quase o tempo todo, com um lance de rocha que tem corda fixa. O bloco rochoso do cume é outra coisa: exige experiência em escalada e não tem proteção.
Precisa pagar ou agendar para subir a Pedra do Macaco?
Não. O acesso é livre, sem portaria, taxa ou controle de visitantes, e só há uma placa no início da trilha.
Dá para ir de ônibus à Pedra do Macaco?
Sim. Linhas intermunicipais Rio–Maricá param na passarela de São José do Imbassaí, no km 21 da RJ-106; dali são cerca de 15 minutos a pé até o início da trilha. Confira linhas e tarifas antes, porque mudam com frequência.
Houve acidente na Pedra do Macaco?
Sim. Em 28 de junho de 2026, um homem de 44 anos morreu após cair cerca de 150 m de um trecho rochoso perto do topo. Especialistas recomendam que visitantes sem experiência não passem do mirante.
Qual é a altura da Pedra do Macaco?
Cerca de 246 m acima do nível do mar no ponto mais alto, segundo guias e o OpenStreetMap; algumas fontes arredondam para 230 m.
No mapa
-22.9245, -42.8958 · 246 m
Fontes
- 01Roteiros do Rio: Trilha da Pedra do Macaco (Maricá) · Rota Internacional
- 02Trilha da Pedra do Macaco em Maricá, como chegar, fotos e vídeo · Quebrando a Rotina
- 03Homem morre após cair ao tentar tirar foto na Pedra do Macaco, no RJ · Agência Estado, via Midiamax
- 04Homem morre ao cair de pedra durante trilha em Maricá · Tribuna do Sertão
- 05Pedra do Macaco (nó 4684105896) · OpenStreetMap
Publicado em 11 de outubro de 2026. Regras de parques e taxas mudam: confirme com o órgão responsável antes de ir. Capa: Luiz mariano0, CC BY-SA 4.0.




