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Bloco de granito da Pedra do Macaco, com duas pedras empilhadas no alto e a Pedra de Inoã ao fundo

Pedra do Macaco (Maricá, RJ): trilha, mirante e cuidados no topo

Maricá, Rio de JaneiroTrekkingDificuldade 2 de 5:moderada: curta e íngreme; bloco do cume técnicoestive aqui
Altitude
246 m
Distância
1,4 km
Duração
1h30 a 2 horas, ida e volta (40 min a 1 hora de subida)
Quando ir
Abril a setembro, em dias secos; evite subir com a rocha molhada
Acesso e taxas
Acesso livre e gratuito; não há portaria nem controle de visitantes
Técnica
Corda fixa em um lance de rocha; o bloco rochoso do cume exige experiência em escalada
Água
Não há água na trilha; leve pelo menos 1 litro

Em junho de 2026 um trilheiro morreu ao cair de um trecho exposto do topo; sem experiência em escalada, pare no mirante.

A Pedra do Macaco é um morro de cerca de 246 m no bairro de São José do Imbassaí, em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a uns 56 km do centro da capital. A trilha é curta, de 600 a 700 m só de ida, mas íngreme quase o tempo todo; a subida leva de 40 minutos a 1 hora, e o acesso é livre e gratuito. Do mirante a vista alcança a Lagoa de Maricá, o mar e a Pedra de Inoã. O nome vem de um bloco de granito no topo, coroado por duas pedras soltas que lembram um macaco sentado. Esse bloco é o ponto perigoso do passeio: não tem proteção, cerca-se de abismos e exige experiência em escalada. Em junho de 2026, um trilheiro morreu ao cair dali.

Onde fica e como chegar à Pedra do Macaco?

A pedra fica em São José do Imbassaí, bairro de Maricá às margens da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106). Não é a mesma montanha que morros de nome parecido na Região Serrana; esta fica entre Niterói e o centro de Maricá.

De carro. Do Rio, atravesse a Ponte Rio–Niterói, siga pela RJ-104 até o km 7,5, em Tribobó (São Gonçalo), e pegue a RJ-106 até o km 22, já em Maricá. Faça o retorno, siga 1,7 km até a referência "O Queijão" e entre à direita na Estrada da Cachoeira. No segundo cruzamento, vire à esquerda na Rua Um e siga cerca de 650 m até avistar a montanha. A rua é estreita e de pedra, mas dá para estacionar. A viagem a partir do Rio leva de 40 a 50 minutos sem trânsito.

De ônibus ou van. Linhas intermunicipais Rio–Maricá param na passarela de São José do Imbassaí, no km 21 da RJ-106. Um guia atualizado em abril de 2026 cita as linhas de ônibus 2146D (saindo do Terminal Castelo) e 2146C (Candelária) e a van 517 (Rio x Maricá). Da passarela, siga pela Estrada da Cachoeira e pela Rua Um: são cerca de 15 minutos a pé. Linhas e tarifas mudam com frequência; confirme antes de sair.

O início da trilha tem uma placa informativa. Depois dela, não há sinalização no percurso.

Como é a trilha da Pedra do Macaco?

São de 600 a 700 m de subida, quase sempre íngreme e em linha reta, por uma trilha estreita na mata. Quase não há trecho plano para descansar, então vale manter um ritmo lento e constante. Macacos às vezes aparecem perto da entrada.

Lance da corda. No meio da subida há uma rocha de poucos metros com uma corda fixa para ajudar. Teste a corda antes de confiar o peso a ela e use os pés na rocha, não só os braços.

Fase final. Por volta dos 40 minutos de caminhada a trilha chega à parte alta. Ali há abismos à direita, escondidos pela vegetação, e é preciso cuidado para não pisar fora do caminho. Para chegar ao topo, atravessa-se uma grande laje de rocha.

Mirante e cume. O alto tem vista de 360 graus: a cidade de Maricá, o próprio bairro de São José do Imbassaí, a Lagoa de Maricá, o oceano, as Ilhas Maricás, a Pedra de Inoã logo à frente e, mais ao longe, a Serra da Tiririca. Seguindo em frente por cima de algumas pedras, chega-se a outro mirante. Na borda fica o bloco que dá nome ao lugar, com as duas pedras empilhadas no alto.

O bloco do cume. Subir no bloco é o que muitos visitantes fazem para tirar foto, e é o trecho mais arriscado do passeio. Guias de trilha descrevem o caminho até o ponto mais alto como "sem caminho fácil", recomendado só para quem tem experiência em montanhismo e escalada, porque ele é cercado de abismos e não tem nenhuma proteção.

Vista do alto da Pedra do Macaco para Maricá e a lagoa
Maricá e a lagoa vistas do alto da Pedra do Macaco · Luiz mariano0, CC BY-SA 4.0

Descida. Desça pelo mesmo caminho. A trilha íngreme cansa mais os joelhos na volta, e o lance da corda deve ser feito de frente para a rocha. Com pedras e folhas soltas, a descida pode ser mais escorregadia que a subida.

Quando ir à Pedra do Macaco?

Dá para subir o ano inteiro, mas a melhor época vai de abril a setembro, quando chove menos e o calor dá trégua. Os mirantes ficam totalmente expostos ao sol, e no verão o meio do dia é pesado: prefira sair cedo ou subir no fim da tarde para ver o pôr do sol, levando lanterna para a descida.

O que mais pesa é a rocha. Depois de chuva, o lance da corda, a laje do topo e o bloco do cume ficam escorregadios. Com rocha úmida, especialistas ouvidos pela imprensa após o acidente de 2026 recomendam não avançar além do mirante.

Quais são as regras, taxas e exigências de guia?

Não há portaria, cobrança de entrada, agendamento nem limite de visitantes, e as fontes consultadas não identificam um órgão que faça a gestão da trilha. Isso tem dois lados: o acesso é livre, mas ninguém controla quem sobe, ninguém registra quem desce e não existe manutenção ou sinalização no caminho.

Guia não é obrigatório. Para quem nunca fez trilhas íngremes, ir com alguém que conheça o caminho ajuda a não errar a trilha na parte alta, onde a vegetação esconde as bordas. As regras básicas de qualquer área natural valem aqui: não faça fogo, não deixe lixo, não abra atalhos e não alimente os macacos.

O que levar para a Pedra do Macaco?

  • Água: pelo menos 1 litro por pessoa; não há onde reabastecer.
  • Tênis com boa aderência, nunca chinelo ou sandália.
  • Protetor solar, boné e óculos escuros, porque os mirantes não têm sombra.
  • Repelente.
  • Lanche leve, frutas e um saco para trazer o lixo de volta.
  • Lanterna, se a ideia for ver o pôr do sol.
  • Luvas finas ajudam no lance da corda, mas não são indispensáveis.

É seguro subir a Pedra do Macaco?

A trilha até o mirante é segura para quem tem condicionamento básico e anda com cuidado. O perigo está no alto, em especial no bloco rochoso do cume e nas bordas escondidas pela vegetação.

Em 28 de junho de 2026, um domingo, um homem de 44 anos morreu após cair cerca de 150 m de um trecho rochoso perto do topo. Segundo a Agência Estado, ele subia na formação para tirar uma foto quando escorregou; outros veículos relataram que ele descia por um trajeto inadequado, e parte deles o identificou como guia que conduzia um grupo. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h30, e equipes de Maricá e Niterói levaram horas para chegar ao local por causa do terreno íngreme e da mata fechada. O caso foi registrado e investigado pela 82ª DP, de Maricá. Foi a segunda morte em trilhas do município em cerca de duas semanas.

O que isso ensina, na prática:

  • O mirante já entrega a vista. O bloco do cume acrescenta pouco à paisagem e muito ao risco. Sem experiência em escalada e sem corda, pare antes dele.
  • Foto não vale a borda. Não suba em pedras soltas nem se posicione de costas para o abismo.
  • Rocha molhada muda tudo. Com chuva recente, a recomendação é não passar do mirante.
  • Fique na trilha. Na parte alta, a vegetação esconde quedas à direita do caminho.
  • Não vá sozinho e avise a alguém o horário de volta.

Há sinal de celular com internet na área da trilha, segundo guias locais. Em emergência, ligue 193 (Corpo de Bombeiros) e informe que o acesso é pela Rua Um, a partir da Estrada da Cachoeira, em São José do Imbassaí.

Vale de São José do Imbassaí visto do alto, entre morros com mata
O vale de São José do Imbassaí visto da Pedra do Macaco · Luiz mariano0, CC BY-SA 4.0

Qual é a origem do nome Pedra do Macaco?

Há duas versões. A mais citada diz que as duas pedras empilhadas sobre o bloco do topo, vistas de baixo, parecem um macaco sentado no alto do morro. A outra conta que macacos viviam na área e costumavam ficar em cima das rochas. As fontes consultadas não documentam quando o nome passou a ser usado.

Do alto, a geografia de Maricá fica clara. A Pedra de Inoã, o maciço de paredões escuros que domina a paisagem, está logo à frente. Atrás dela aparecem a Lagoa de Maricá e o mar, com as Ilhas Maricás na linha do horizonte. Para oeste, o perfil da Serra da Tiririca, protegida por um parque estadual, marca a divisa com Niterói. Abaixo do mirante se abre um vale de pastos cercado de mata atlântica. A altitude do topo aparece como 246 m no OpenStreetMap e em guias de trilha; o registro de GPS de um relato chegou a cerca de 258 m, e algumas reportagens arredondam a altura do morro para 230 m.

O que combina com a Pedra do Macaco?

Fotos

Vista do alto da Pedra do Macaco para os bairros de Maricá e a lagoa, ao lado de uma parede de rocha
Vista do alto da Pedra do Macaco para os bairros de Maricá e a lagoa, ao lado de uma parede de rocha. Luiz mariano0, CC BY-SA 4.0
Vale verde de São José do Imbassaí entre morros cobertos de mata, visto da Pedra do Macaco
Vale verde de São José do Imbassaí entre morros cobertos de mata, visto da Pedra do Macaco. Luiz mariano0, CC BY-SA 4.0

Perguntas frequentes

Onde fica a Pedra do Macaco?

No bairro de São José do Imbassaí, em Maricá (RJ), perto do km 21 da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), a cerca de 56 km do centro do Rio. Não confunda com morros de nome parecido na Região Serrana.

Quanto tempo leva a trilha da Pedra do Macaco?

A subida leva de 40 minutos a 1 hora em cerca de 600 a 700 m de trilha. Com o tempo no topo, a visita inteira fica entre 1h30 e 2 horas.

A trilha da Pedra do Macaco é difícil?

É curta, mas íngreme quase o tempo todo, com um lance de rocha que tem corda fixa. O bloco rochoso do cume é outra coisa: exige experiência em escalada e não tem proteção.

Precisa pagar ou agendar para subir a Pedra do Macaco?

Não. O acesso é livre, sem portaria, taxa ou controle de visitantes, e só há uma placa no início da trilha.

Dá para ir de ônibus à Pedra do Macaco?

Sim. Linhas intermunicipais Rio–Maricá param na passarela de São José do Imbassaí, no km 21 da RJ-106; dali são cerca de 15 minutos a pé até o início da trilha. Confira linhas e tarifas antes, porque mudam com frequência.

Houve acidente na Pedra do Macaco?

Sim. Em 28 de junho de 2026, um homem de 44 anos morreu após cair cerca de 150 m de um trecho rochoso perto do topo. Especialistas recomendam que visitantes sem experiência não passem do mirante.

Qual é a altura da Pedra do Macaco?

Cerca de 246 m acima do nível do mar no ponto mais alto, segundo guias e o OpenStreetMap; algumas fontes arredondam para 230 m.

No mapa

-22.9245, -42.8958 · 246 m

Fontes

  1. 01Roteiros do Rio: Trilha da Pedra do Macaco (Maricá) · Rota Internacional
  2. 02Trilha da Pedra do Macaco em Maricá, como chegar, fotos e vídeo · Quebrando a Rotina
  3. 03Homem morre após cair ao tentar tirar foto na Pedra do Macaco, no RJ · Agência Estado, via Midiamax
  4. 04Homem morre ao cair de pedra durante trilha em Maricá · Tribuna do Sertão
  5. 05Pedra do Macaco (nó 4684105896) · OpenStreetMap

Publicado em 11 de outubro de 2026. Regras de parques e taxas mudam: confirme com o órgão responsável antes de ir. Capa: Luiz mariano0, CC BY-SA 4.0.

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